terça-feira, 9 de dezembro de 2014

ALUNOS DO MORRO REDONDO ESTUDAM EM UM GALPÃO IMPROVISADO DESDE 2012

Ensino passou a ser oferecido em uma estrutura de madeira, onde funcionava uma cancha de bocha (Foto: Paulo Rossi - DP) 
FOTO: PAULO ROSSI
AULAS SÃO MINISTRADAS EM UM GALPÃO 
QUE ERA UMA ANTIGA CANCHA DE BOCHA

Há pelo menos dois anos a palavra que define a situação da estrutura na escola Alberto Cunha, no Morro Redondo, é uma só: precariedade. O termo está na ponta da língua de alunos, pais e professores pelo menos desde o início das obras no prédio original da instituição, em 2012. A construção deveria ser entregue dentro de quatro meses, mas até agora, nada. Enquanto isso, 120 alunos recebem aulas em salas improvisadas sobre uma cancha de bocha.

 A maior escola municipal da rede fica na Rua das Azaleias, parte alta da cidade. Quando as obras tiveram início, em novembro de 2012, parte dos 328 alunos continuou estudando na edificação e outra dirigiu-se junto com o setor administrativo para o antigo centro da Apae, no outro lado da rua. Já os mais velhos, do 6º ao 8º ano, foram para um prédio alugado pela prefeitura.

Para o professor de matemática, Roger Moraes, o ambiente não é adequado, mas não também chega a prejudicar o sistema pedagógico. "O período aqui era necessário por causa da obra, mas é muita demora para entregar." Outra docente, que preferiu não se identificar, reclamou das dificuldades em realizar Hora Atividade - tempo reservado aos professores para estudos, avaliação e planejamento - no ambiente escolar pela falta de condições. No prédio, apenas um computador está disponível. "E nem sempre funciona."

O que diz a prefeitura?
De acordo com o chefe do Executivo, Rui Brizolara, a previsão de entrega pela primeira empresa vencedora da licitação era março de 2013. Com a demora, houve rescisão de contrato. O novo cronograma, firmado atualmente, era de abril de 2014. "Como até agora não foi entregue, estamos apavorados." Sobre a possibilidade de interromper novamente o contrato, o prefeito acredita em prejuízo para a comunidade. "Até sair nova licitação poderíamos perder outro ano letivo."

O que diz a empresa?
O responsável técnico pela empreitada, Paulo Passos, da Compassos Engenharia, reclama principalmente da falta de mão de obra. "Nós recebemos 50% do valor da obra e ficamos sabendo que o município não tinha mais recursos. Paramos, desfiz a equipe e quando recebemos garantias de pagamento tentei remontar o grupo mas não consegui totalmente." Ainda segundo ele, a safra do pêssego na região tirou o interesse do trabalho em construção civil. "Estamos executando na medida do possível." Neste ritmo, o prédio deve ser concluído em fevereiro, mas o engenheiro ainda faz um apelo. "Se alguém estiver interessado em trabalhar nesta obra pode procurar a empresa pelo telefone (51) 3692-2878. Quanto antes terminarmos, melhor para todo mundo."

INFORMAÇÕES: DIEGO QUEIJO

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