FOTO: PAULO ROSSI
ASSIM COMO NO ANO PASSADO,ALUNOS TERÃO QUE IMPROVISAR
CANCHA DE BOCHA EM SALA DE AULA
A cena se repete no mesmo palco desde
2012. Estudantes do 6º ao 9º ano da Escola Municipal de Ensino
Fundamental Alberto Cunha assistem aulas em um galpão de madeira alugado
pela instituição, conhecido por ser cancha de bocha. Até então, todas
as datas previstas para conclusão da obra endereçada na rua das Azaleias
ficaram só na expectativa.
O último capítulo do enredo foi a
renovação do contrato com as empreiteiras envolvidas: o vínculo iria até
fevereiro, entretanto, o Executivo estendeu até fim de maio. O prefeito
Rui Brizolara (DEM) admite: "Ainda estamos atrasados". A rescisão do
contrato da primeira empresa vencedora da licitação está entre os
fatores de atraso na reforma. Posteriormente, a falta de mão de obra
paralisou os trabalhos. Atualmente, prefeitura e empreiteiras ressaltam o
quanto a construção está progredindo, porém, ninguém confirma quando a
edificação estará finalizada.
Dos 313 alunos, pelo menos cerca de 120
assistem aulas na cancha de bocha. A dois quilômetros de distância da
instituição, a adaptação do galpão para sala de aula ocorreu com a
mudança de piso e a colocação de divisórias de madeira - que, de tão
finas, atrapalham o andamento das aulas para os alunos. O chefe do
Executivo concorda: "Nosso maior problema é a acústica".
A construção iniciada há quase três anos deveria estar pronta nos quatro
meses seguintes. A obra está orçada em R$ 428 mil. Enquanto não é
terminada, as crianças da pré-escola ao 5º ano devem continuar
distribuídas entre dois outros imóveis e o 4º ano ter aula em uma parte
da edificação que ainda pode ser utilizada. O problema da ausência de
banheiros segue: em caso de necessidade, o aluno deve sair do prédio,
atravessar a rua e ir até a casa da antiga Apae, monitorado por um
funcionário da escola.
INFORMAÇÕES: RENATA GARCIA
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