CASO FOI REGISTRADO NO MINISTÉRIO PÚBLICO E NA POLÍCIA CIVIL
O empresário Pedro Arthur Leal, 45
anos, vem procurando desde o dia 10 de março uma explicação do porque de
seu filho de apenas 10 anos ter sido impedido de retornar com o
transporte escolar que faz a linha até a escola municipal Dr. Vieira da
Cunha.
Residentes no 5ª distrito até o ano passado, Pedro e sua família
mudaram-se para Piratini neste ano para investir em um negócio próprio.
Todavia, seu filho que até então havia estudado todos os anos neste
educandário optou com continuar lá e a família acatou sua decisão.
Pedro Arthur responsabiliza a diretora da escola, Carmen Luci Martins
Godinho, 55, de ter proibido seu filho de retornar no ônibus. Conforme
garanti o pai, Carmen Luci teria conversado com o menino e dito que ele
estaria proibido de voltar no coletivo.
"No horário da volta do ônibus nós ficamos esperando e nosso filho não
veio. Eu peguei meu carro e me dirigi imediatamente até a escola, onde
também não o encontrei. Fui acha-lo quando descia de outro ônibus, na
Ponte do Império, 5° distrito, onde reside sua avó", conta Leal.
A indignação da família deve-se ao fato da diretora do educandário não
ter avisado nenhum dos responsáveis pelo menino. Outrossim, Pedro Arthur
ainda afirma que existem outros alunos que continuam a residir na
cidade e estudar no interior. "No outro dia, eu peguei o carro e flagrei
vários alunos indo da cidade para essa mesma escola. O ônibus tem
vários lugares vagos, não tem por que proibir logo meu filho de estudar
lá", criticou o pai.
Ele diz que pediu explicações para a diretora, entretanto não foi
respondido. "Esperei até as crianças entrarem para sala de aula e fui a
Diretoria tentar saber o motivo que levou a diretora a falar com meu
filho e fazer isso ai. Fui atendido pela secretária e a Carmen Luci
disse que estava com dor de estômago e não quis me atender nem por
telefone", detalhou.
Sem respostas, Pedro Arthur procurou sem êxito esclarecer o que tinha
acontecido com a Secretaria de Educação. A partir daí, ele decidiu tomar
atitudes mais enérgicas, registrando um Boletim de Ocorrência na
Polícia Civil e procurando o Ministério Público.
A diretora da escola Dr. Viera da Cunha, Carmen Luci Martins Godinho,
nega veementemente que tenha proibido o filho de Pedro Arthur de voltar
no ônibus. Ela destaca uma normativa da Secretaria de Educação, para que
alunos da cidade encontrassem escolas lá para estudar.
"Existe uma orientação da Secretaria de Educação que foi passada em
reunião para todos os diretores de escolas municipais. No primeiro dia
de aula eu fiz esse comunicado para os alunos da minha escola, para que
providenciassem a transferência", menciona.
Godinho avalia como um mal entendido a situação e também nega que tenha
enviado pais para falarem com Leal. "No outro dia eu disse para ele
(filho), que infelizmente agora teriam que se transferir para Piratini,
mas nunca o proibi de voltar para casa. Eu não entendo por que o Pedro
quer me prejudicar, me perseguir. Nunca falei com pai nenhum sobre isso,
deve ser outra inverdade inventada", assegurou a diretora.
INFORMAÇÕES: TAINÃ VALADÃO
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