FOTO: CARLOS QUEIRÓZ
PRAZO DE ACORDO ENTRE CAMINHONEIROS E GOVERNO FEDERAL
ENCERRA NESTA TERÇA(21/ABRIL)
"As pessoas que começem a abastecer. Desta vez será grande, estamos mais articulados."
A declaração de Everaldo Born, um dos
representantes dos caminhoneiros na Região Sul do Estado, mostra a força
e o posicionamento da categoria em relação às negociações com o governo
federal por uma redução na tabela de frete. Em entrevista ao Diário Popular,
nesta segunda-feira (20), Everaldo antecipou que uma nova mobilização
dos caminhoneiros deverá ocorrer na próxima quinta-feira (23).
"Está difícil. Este é um momento que o
mercado não absorve. Se continuar assim vamos quebrar trabalhando",
justificoul. Na visão do caminhoneiro dificilmente a reunião em Brasília
nesta quarta-feira terminará em um acerto entre as partes. Para
Everaldo, o governo está "levando em banho maria" e não aceitará as
principais exigências da categoria.
Nesta terça-feira, termina o prazo
pedido pelo governo para tentar um entendimento com o setor de cargas e
atender à principal reivindicação dos caminhoneiros: uma tabela de
custo que possa embasar um preço mínimo para o transporte de
mercadorias. Além desta reinvidicação, o fim da Contribuição de
Intervenção no Domínio Econômico (Cide), de R$ 0,50, sobre o diesel e
melhor estrutura das estradas, como paradouros públicos, também estão
sendo cobradas pela categoria.
"Não faz sentido pagar o Cide, que é
para a manutenção das estradas, se elas são privatizadas. A Ecosul não
está dando atenção às estradas, não dá manutenção", acusou ele.
Sobre a nova paralisação, Born afirmou
que a categoria "está pronta para o que der e vier". Revelou que
representantes conversaram com orgãos dos direitos humanos em referência
à ação da polícia na última mobilização. "Sabemos que é uma ação da
minoria, mas a gente vai revidar. Violência gera violência. Como em
Camaquã, apanhamos, mas batemos", lembrou Everaldo.
INFORMAÇÕES: VINÍCIUS GUERREIRO
Nenhum comentário:
Postar um comentário