FOTO: DP
NO INTERIOR DO MUNICÍPIO DE CERRITO,RESIDÊNCIAS
JÁ RECEBEM ABASTECIMENTO DOS CAMINHÕES PIPA
A exemplo de Canguçu, Herval,Jaguarão e Piratiní, mais dois municípios decretaram estado de emergência na segunda-feira (13). Pedras Altas e Cerrito encaram prejuízos que ultrapassam os R$ 27 milhões e R$ 2 milhões respectivamente, conforme levantamento feito pela Emater.
A realidade em Cerrito foi apresentada
durante reunião entre agricultores, Secretaria de Desenvolvimento Rural,
Emater, Inspetoria Veterinária, Sindicato dos Trabalhadores Rurais,
Cooperativa dos Agricultores Familiares de Cerrito (COAFAC), Quilombolas
e Defesa Civil. As perdas na produtividade em lavouras de soja, milho,
hortaliças e produção leiteira, devido a estiagem, assola os cerritenses
de inicio do mês de fevereiro.
Conforme dados do laudo da Emater sobre a
redução de produtividade, as perdas na produção de leite atingem 25% em
relação a janeiro de 2015; milho é de 50%; gado de corte, 10%, e na
soja perda de 5%. O total em prejuízo chega a R$ 2.065.000,00.
Com base nos dados, o prefeito José
Flávio Vieira, assinou na segunda o decreto 1.676, assinalando a
situação de emergência na área rural do município, com validade de 180
dias.
Um caminhão pipa faz a distribuição de
água potável nas residências e escolas do interior do município. Foi
constatado também que falta água para o consumo dos animais em algumas
propriedades.
Em Pedras Altas, de 30 de janeiro a 27
de março, a precipitação foi de 37mm, sendo que a média mensal e de
147mm. A estiagem prejudicou as culturas de grãos e as pastagens,
consequentemente a pecuária. A cultura de soja, por exemplo cresceu 28
mil hectares e era esperada um rendimento de 40 sacas por hectare. Mas a
falta de chuva, altas temperaturas atingindo principalmente a fase de
enchimento de grãos, resultou na perda chegou a 32,5% correspondendo a
um prejuízo de R$ 25 milhões.
O município também foi afetado na produção de milho, com 60% de perda, na diminuição na produção de leite (24 mil litros de leite por dia) e a bovinocultura de corte, com 5% de perda. O prejuízo total é de R$ 27.227.920,00, fato que levou o prefeito Fábio Martins de Tunes, a assinar o decreto 1.490/15, decretando estado de emergência por 180 dias.
O município também foi afetado na produção de milho, com 60% de perda, na diminuição na produção de leite (24 mil litros de leite por dia) e a bovinocultura de corte, com 5% de perda. O prejuízo total é de R$ 27.227.920,00, fato que levou o prefeito Fábio Martins de Tunes, a assinar o decreto 1.490/15, decretando estado de emergência por 180 dias.
INFORMAÇÕES: CÍNTIA PIEGAS
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