quarta-feira, 15 de abril de 2015

CERRITO E PEDRAS ALTAS TAMBÉM DECRETAM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA DEVIDO A ESTIAGEM

No interior de Cerrito, caminhões pipa já abastecem as familias (Foto: ) 
FOTO: DP
NO INTERIOR DO MUNICÍPIO DE CERRITO,RESIDÊNCIAS
JÁ RECEBEM ABASTECIMENTO DOS CAMINHÕES PIPA

A exemplo de Canguçu, Herval,Jaguarão e Piratiní, mais dois municípios decretaram estado de emergência na segunda-feira (13). Pedras Altas e Cerrito encaram prejuízos que ultrapassam os R$ 27 milhões e R$ 2 milhões respectivamente, conforme levantamento feito pela Emater.

A realidade em Cerrito foi apresentada durante reunião entre agricultores, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Emater, Inspetoria Veterinária, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Cooperativa dos Agricultores Familiares de Cerrito (COAFAC), Quilombolas e Defesa Civil. As perdas na produtividade em lavouras de soja, milho, hortaliças e produção leiteira, devido a estiagem, assola os cerritenses de inicio do mês de fevereiro.

Conforme dados do laudo da Emater sobre a redução de produtividade, as perdas na produção de leite atingem 25% em relação a janeiro de 2015; milho é de 50%; gado de corte, 10%, e na soja perda de 5%. O total em prejuízo chega a R$ 2.065.000,00.

Com base nos dados, o prefeito José Flávio Vieira, assinou na segunda o decreto 1.676, assinalando a situação de emergência na área rural do município, com validade de 180 dias.

Um caminhão pipa faz a distribuição de água potável nas residências e escolas do interior do município. Foi constatado também que falta água para o consumo dos animais em algumas propriedades.

Em Pedras Altas, de 30 de janeiro a 27 de março, a precipitação foi de 37mm, sendo que a média mensal e de 147mm. A estiagem prejudicou as culturas de grãos e as pastagens, consequentemente a pecuária. A cultura de soja, por exemplo cresceu 28 mil hectares e era esperada um rendimento de 40 sacas por hectare. Mas a falta de chuva, altas temperaturas atingindo principalmente a fase de enchimento de grãos, resultou na perda chegou a 32,5% correspondendo a um prejuízo de R$ 25 milhões.
O município também foi afetado na produção de milho, com 60% de perda, na diminuição na produção de leite (24 mil litros de leite por dia) e a bovinocultura de corte, com 5% de perda. O prejuízo total é de R$ 27.227.920,00, fato que levou o prefeito Fábio Martins de Tunes, a assinar o decreto 1.490/15, decretando estado de emergência por 180 dias.

INFORMAÇÕES: CÍNTIA PIEGAS

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