sábado, 25 de abril de 2015

ESTÃO SOBRANDO VAGAS DE EMPREGO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA EM PELOTAS

Adriano e Fabiano são alunos do Cerenepe e trabalham, no turno inverso ao das aulas, como empacotadores. A oportunidade surgiu há dois anos para eles e representou uma mudança de vida (foto: Elison Bitencourt) (Foto: Jô Folha - DP) 
FOTO: JÔ FOLHA/ELISON BITENCOURT
ADRIANO E FABIANO SÃO EMPACOTADORES DE UM MERCADO,
E ALUNOS DO CERENEPE

A cada 40 vagas ofertadas diariamente via Sine, em média, dez são destinadas a pessoas com deficiência (PCD). Mas geralmente não são preenchidas. Não aparecem candidatos. O secretário do Conselho Municipal dos Direitos de Pessoas com Deficiência e Altas Habilidades, Sidnei Fagundes, atribui essa condição de mercado à falta de qualificação da pessoa com deficiência e ao acesso ao transporte público, que melhorou, mas está longe de ser o ideal, além do fato de a maioria receber benefício de assistência social do governo federal, conhecida como Lei Orgânica da Assistência Social (Loas).

A lei 8.742/93 (Loas) prevê a destinação de um salário mínimo nacional às pessoas com deficiências que provarem não ter condições de serem inseridas no mercado de trabalho e ter renda familiar inferior a 1/4 do salário mínimo. Em função disso, muitas que poderiam estar trabalhando não o fazem por receio de perder a Loas, mas no caso de ser contratado e vir a perder o emprego, pode ser reinserido à condição de beneficiário, esclarece Fagundes. O problema é que grande parte não sabe ou não acredita nisso e, na dúvida, prefere não trabalhar.
 
O que diz a legislação

A legislação estabeleceu a obrigatoriedade de as empresas com 100 ou mais empregados preencherem uma parcela de seus cargos com pessoas com deficiência. A reserva legal de cargos é também conhecida como Lei de Cotas (artigo 93 da lei nº 8.213/91).
A cota depende do número geral de empregados que a empresa tem no seu quadro. 

INFORMAÇÕES: TÂNIA CABYSTANI

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