FOTO: JÔ FOLHA
CELEBRAÇÃO ACONTECEU ONTEM(QUINTA)DIA 23 DE ABRIL
Com velas e espadas-de-são-jorge nas
mãos, centenas de fiéis acompanharam a procissão em celebração a São
Jorge na noite desta quinta-feira (23). A caminhada foi realizada com
saída da sede da Federação Sul Riograndense de Umbanda e Cultos
Afro-Brasileiros, situada na rua Xavier Ferreira, os devotos percorreram
a rua Barão de Butuí até a praça Coronel Pedro Osório e retornaram pela
Lobo da Costa em oração.
"Sou muito devota de São Jorge. Me sinto
filha dele por muitas coisas que aconteceram na minha vida", contou
Elisane Silva, uma das muitas devotas que caminhavam com velas e vestiam
uma camiseta com a tradicional oração do orixá. Muitos dos fiéis
realizaram a caminhada de pés descalços devido a estarem pagando
promessas ao santo.
Logo após a caminhada, inciou a
realização dos trabalhos espirituais para outros tantos fiéis na sede da
federação. Segundo o presidente, Joab Bohns, a procissão é prestigiada
por umbandistas, católicos e africanistas. "É um momento em que se unem
em devoção a um dos santos mais venerados da face da terra", comenta.
Ogum, o orixá guerreiro
Na Umbanda e Igreja Católica é São
Jorge, no Africanismo, Ogum, um orixá de vestimenta azul, igualmente
adorado por devotos. É o orixá da guerra, da demanda e da luta. O
servidor público Cláudio Rodrigues, 41, é africanista e desde pequeno
aprendeu a cultuar Ogum Guerreiro. Conta que os escravos usavam a imagem
de São Jorge para poder adorar seu orixá, pois os senhores não os
deixavam sequer falar em Ogum. Cláudio estava desempregado em 2008
quando sofreu um acidente de moto e recorreu a São Jorge para que fosse
chamado em concurso público que havia feito. Quatro anos depois isso
aconteceu. Pela graça alcançada, nunca deixa de acender uma vela e
acompanhar a procissão no Dia de São Jorge.
INFORMAÇÕES:Tânia Cabistany e Vinícius Guerreiro
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