FOTO: PAULO ROSSI
SÓ PASSAM PELA PRAÇAS QUEM REALMENTE PRECISA
Mesmo com características próprias e localizadas em regiões distintas, quatro praças centrais de Pelotas
possuem um elo. Quando a noite chega, todas transformam-se. Deixam de
lado o espírito convidativo, abandonam sua função como espaços para
lazer e recreação. Vestem-se de negro, gerando o sentimento de
insegurança a quem passa por elas.
Este foi o cenário encontrado pelo Diário Popular
ao percorrer a Coronel Pedro Osório, a Cipriano Barcellos, a Piratinino
de Almeida e o Parque Dom Antônio Zattera para conferir a situação da
iluminação nestas áreas. O diagnóstico é claro: a maioria carece de
manutenção e, pela estrutura atual da prefeitura, apenas consertos
paliativos podem ser feitos.
Para chegar a este panorama, a
reportagem realizou o itinerário na terça-feira, 12 de maio, à noite.
Presenciou pessoas corajosas que, por não terem outro trajeto,
precisaram enfrentar o breu. Mas, também conversou com aqueles que
mudaram a rotina para fugir destes pontos escuros, locais propícios ao
consumo de drogas mais pesadas, à prostituição e aos assaltos.
Referência como ponto turístico de Pelotas, na praça Coronel Pedro
Osório as visitas são recusadas à noite. Turistas ou moradores evitam
cruzar as alamedas, principalmente pela falta de iluminação: são 17
postes com defeito. Mas, como a área interliga o Centro e outras regiões
da cidade, a passagem às vezes é obrigatória. Este é o caso do vendedor
Tiago Vicente, 31.
INFORMAÇÕES: CAROLINA MARASCO/DIÁRIO POPULAR
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