segunda-feira, 10 de agosto de 2015

OPERAÇÃO LAVA-JATO INVESTIGARÁ OBRA EM RIO GRANDE

Lava-Jato investigará obra em Rio Grande Alan Bastos/Divulgação 
FOTO: ALAM BASTOS
SEGUNDO INVESTIGAÇÃO,CUSTOS DAS OBRAS DE DRENAGEM DOS CANAIS DO PORTO FORAM SUPERFATURADAS
 
Investigadores da Lava-Jato – operação de procuradores da República e policiais federais que começou a desvendar a corrupção na Petrobras e hoje abrange vários contratos em obras de infraestrutura – receberam há duas semanas, em Curitiba, um dossiê. O documento se refere a uma importante obra no setor portuário brasileiro, a dragagem dos acessos ao porto de Rio Grande. 

Conforme auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) realizada em 2013, o aprofundamento dos canais do terminal marítimo teria sido superfaturado em R$ 47,4 milhões. A empresa Odebrecht, que tem seu presidente preso na investigação de desvios na petroleira, está entre as citadas.
 
Os procuradores da República que atuam na Lava-Jato planejam se debruçar sobre o assunto porque já constataram que, além do petróleo, as empreiteiras investigadas teriam superfaturado contratos em outras áreas, como a de energia nuclear.
 Os investigadores poderão inquirir alguns dos 23 colaboradores premiados da operação a respeito de possíveis irregularidade em dragagem – especialmente as que envolvem empresas que já tiveram dirigentes denunciados criminalmente. Dois delatores que mencionaram corrupção por parte da Odebrecht são Paulo Roberto Costa (ex-diretor da Petrobras) e Dalton Avancini, da empreiteira Camargo Corrêa.

O ponto de partida será a auditoria realizada pelo TCU. Os auditores calculam que o consórcio formado pela empreiteira Odebrecht e pela belga Jan de Nul (que atua no país desde 1997) aplicou duas taxas semelhantes na composição dos custos da dragagem. Os valores referiam-se a margens de incerteza de prazos na realização da obra (por fatores como maré e objetos no mar).

INFORMAÇÕES: ZERO HORA/DIÁRIO DE SANTA MARIA 

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