FOTO: ARQUIVO PESSOAL
EM CANOAS,PROTESTO IMPEDE IDA DE POLICIAIS AS RUAS
A Justiça autorizou as agências bancárias em todo o Rio Grande do Sul a
não abrirem as portas se houver falta de policiamento nas ruas devido à
greve geral dos servidores públicos estaduais. A decisão foi proferida
na tarde desta terça-feira (1) pelo desembargador Marcelo Ferlin
D'Ambroso, da 1ª Seção de Dissídios Individuais do Tribunal Regional do
Trabalho da 4ª Região (TRT4), com sede em Porto Alegre.
O desembargador afirma que a abertura das agências sem o policiamento
causa riscos não apenas aos funcionários dos bancos, mas também aos
usuários. Desta forma, o magistrado considera atendido um dos requisitos
para a concessão de mandados de segurança, o "bom direito".
"O temor dos impetrantes é justo e não se revela abstrato, mas
concretamente no fato de que o aquartelamento dos brigadianos gera
ambiente propício ou não coibitivo da criminalidade, que se voltará,
obviamente, para os locais de maior concentração de dinheiro, a saber os
bancos, atingindo diretamente a categoria aqui representada", afirmou.
Na manhã desta terça-feira (1), vários batalhões tiveram bloqueios de
familiares de policiais e outros manifestantes, impedindo a ida dos
policiais para as ruas. No entanto, o Comando-Geral da Brigada Militar
negou que houvesse aquartelamento, e estimou que 90% do efetivo
estivesse nas ruas. Por meio de nota, o comandante-geral da Brigada
Militar, coronel Alfeu Freitas Moreira, solicitou aos policiais
que mantenham suas rotinas operacionais e não recusem nem dificultem
atendimento à população.
INFORMAÇÕES: G1/RS
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