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quinta-feira, 9 de abril de 2015

PREFEITURA VAI APURAR NÚMEROS EXCESSIVOS DE ATESTADOS MÉDICOS DE FUNCIONÁRIOS EM PELOTAS

O secretário de Gestão Financeira e Administrativa da prefeitura, José Francisco Cruz, em imagem de arquivo, diz que orientação de checar os atestados será mantida e estranha que tantos servidores adoecem nas segundas e sextas-feiras (Foto: Jô Folha - DP) 
FOTO: JÔ FOLHA
SECRETÁRIO JOSÉ FRANCISCO CRUZ ACHA ESTRANHO O NÚMEROS 
DE SERVIDORES QUE ADOECEM AS SEGUNDAS E SEXTAS-FEIRAS

Até o final deste mês, a lista com o nome dos médicos que concederam o maior número de atestados aos servidores da prefeitura de Pelotas em 2014 deve chegar ao Ministério Público (MP).

O ranking dos profissionais - que não pertenceriam à rede básica - irá compor a documentação a ser encaminhada pela Secretaria de Gestão Administrativa e Financeira para demonstrar as medidas adotadas na Supervisão de Saúde e Segurança do Trabalho, a antiga Biometria.

A expectativa do governo é de que o balanço deste último trimestre volte a registrar queda na quantidade de atestados. Só de julho a dezembro, 5.789 dispensas por problemas de saúde foram apresentadas. E, juntas, equivalem a 18.354 dias longe das atividades. O novo modelo de controle implementado em setembro do ano passado, entretanto, espalha queixas entre funcionários, que passaram a ter atestados contestados ou não aceitos pela nova equipe da Biometria.

A direção do Sindicato dos Municipários de Pelotas (Simp) colhe depoimentos e defende a tese de desrespeito com o funcionalismo. O foco sobre as condições de trabalho, por vezes precárias, e a saúde do servidor - que deveriam ocupar o centro da pauta - estaria em segundo plano; reitera a presidente do Simp, Tatiane Rodrigues.

O secretário de Gestão Administrativa e Financeira, José Francisco Cruz, confirma a orientação de que todos os atestados - independentemente do número de dias - devem ser checados. Mas garante: "Nós não queremos que o indivíduo trabalhe doente. Nós queremos é que servidores sadios estejam nos seus locais de trabalho, principalmente na Educação e na Saúde, em que os números de afastamentos são enormes".

INFORMAÇÕES: MICHELE FERREIRA