FOTO: PAULO ROSSI
VIGILANTES COLOCARAM FAIXAS PROTESTANDO
Os 32 vigilantes que prestam serviços
aos 11 postos da Embrapa se mobilizaram na manhã desta segunda-feira
(18), na frente da Embrapa Clima Temperado, para chamar atenção ao
atraso no pagamento de seus salários que, segundo o assessor jurídico do
Sindicato dos Vigilantes de Pelotas (Sindivigipel), Dilmar Oleiro
Maciel, é de três meses. A iniciativa deu certo, visto que a direção da
casa os recebeu em reunião e acenou com a possibilidade de resolver o
impasse ainda esta semana.
Conforme Maciel, além dos salários, está
atrasado também o repasse de vale-transporte e vale-alimentação.
Enfatiza que a situação dos vigilantes está muito difícil e até uma
campanha é realizada entre os funcionários da Embrapa para angariar
gêneros alimentícios. "A situação é complicada. Os vigilantes estão em
dificuldade financeira", acentua. A mobilização foi realizada para
conseguir uma resposta, prometida para amanhã, informa o assessor
jurídico do Sindivigipel.
"A gente respeita o movimento. Eles
fazem um trabalho com muito compromisso e responsabilidade", comenta
Sérgio Aquino, que responde pela chefia administrativa da Embrapa. Ele
diz que o atraso salarial é de um mês e muito mais por uma questão
contratual, jurídica, do que por fluxo financeiro. Contudo, menciona que
o atraso nos repasses é um problema nacional decorrente do atraso da
aprovação do orçamento da União.
Acredita, porém, que ainda esta semana
deve ser efetuado, atendendo ações judiciais movidas pelo Sindivigipel
para preservar os direitos dos trabalhadores. Ou seja, a Embrapa
depositará em juízo o pagamento dos vigilantes. Pelo contrato com a
terceirizada, o repasse dos recursos poderia atrasar até 90 dias, que a
empresa arcaria com o custo, mas isso não acontece, ressalta Aquino.
A folha mensal dos vigilantes é de R$
108 mil. Aquino comenta que esse não foi o primeiro atraso: "Chegamos a
estar dois meses, mas muito mais por questão jurídica do que por falta
de recurso". Oleiro afirma que isso já vem acontecendo há mais tempo e
que em três anos é a terceira empresa a prestar serviços para a Embrapa.
INFORMAÇÕES: TÂNIA CABYSTANI