FOTO: DIVULGAÇÃO: DP
Patrola usada para reparos na via estragou, mas está em fase final de conserto
A ERS-265, que liga Piratini a Canguçu,
continua intransitável e, por causa das péssimas condições da estrada,
os moradores dos dois municípios continuam sem ônibus para percorrer o
trecho. Segundo a 7ª Superintendência Regional do Daer, de Pelotas, a
patrola usada para reparos na via estragou, mas está em fase final de
conserto. A previsão é de que o equipamento volte a atuar no local na
quinta-feira (6). A empresa Embaixador pretende retomar o percurso na
sexta-feira, caso melhore a situação.
Já são 13 dias intercalados sem
transporte coletivo entre as duas cidades. "Está cada vez pior",
enfatiza o vereador Sérgio Moacir Castro (PDT), presidente da Frente
Parlamentar em Defesa da ERS-265. Segundo ele, foi formada uma comissão
para participar de audiência com o Daer e reivindicar providências
urgentes. O resultado foi o comprometimento do envio de uma patrola,
caçamba e pá carregadeira para um paliativo na estrada. O recapeamento
só poderá ser feito quando a jazida do material (saibro) for liberada
pela Fepam.
Antes de suspender novamente o trabalho
por causa do equipamento que estragou e pelas chuvas, o Daer patrolou
dez dos 60 quilômetros danificados. Caso a estrada não receba melhorias,
a Frente Parlamentar em Defesa da ERS-265 deverá promover o bloqueio da
estrada, anuncia o vereador.
"Está difícil. Não estou conseguindo ir a
Canguçu. Não tem ônibus e de carro não há jeito, porque a estrada está
péssima", relata o auxiliar de serviços gerais Sérgio Ferreira, 38,
morador de Piratini, que precisa ir a Canguçu para efetuar compras e não
está conseguindo. Os trechos piores, segundo Ferreira, são próximo das
localidades de Rodeio Velho, Venda da Lata e Cerro do Pedregulho. "A dez
quilômetros da faixa de Canguçu está horrível, nem sei como estão
passando", completa.
O vice-prefeito de Canguçu, José Alcides
Bubolz (PDT), destaca que a prefeitura já cobrou reiteradas vezes a
obra ao Daer e há uma preocupação geral com a ocorrência de acidentes,
pelo caos da via após as chuvas fortes. "Estoura os pneus dos carros e
pode acontecer uma tragédia", fala.
A empresa de ônibus responsável pelo trajeto suspendeu o serviço por total inviabilidade de tráfego, ressalta o responsável pelo setor na Embaixador, Carlos Alberto Canielles. "É uma comunidade que deixou de ser atendida, mas não há condições. Enquanto só ocorrem danos materiais a gente tenta, mas onde entra a integridade física dos motoristas e passageiros, somos obrigados a suspender", afirma.
A empresa de ônibus responsável pelo trajeto suspendeu o serviço por total inviabilidade de tráfego, ressalta o responsável pelo setor na Embaixador, Carlos Alberto Canielles. "É uma comunidade que deixou de ser atendida, mas não há condições. Enquanto só ocorrem danos materiais a gente tenta, mas onde entra a integridade física dos motoristas e passageiros, somos obrigados a suspender", afirma.
INFORMAÇÕES: TÂNIA CABISTANY
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