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CAMPANHA SE ESTENDERÁ ATÉ O DIA 28 DESTE MÊS
Inicia neste sábado (8) a Campanha
Nacional Contra o Sarampo e Paralisia Infantil, que este ano foi adiada
por causa das eleições. A iniciativa visa manter a erradicação da
poliomielite obtida no município em 1989 e garantir a eliminação do
sarampo, que desde 1997 não é registrado nenhum caso em Pelotas. Todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da zona urbana e Colônia Z-3 funcionarão das 8h às 17h para a vacinação.
A campanha se estende até o dia 28 deste
mês e pretende atingir um público-alvo de 19 mil crianças na vacina
contra a paralisia infantil e 15 mil contra o sarampo. A projeção do
Ministério da Saúde é de que em todo o país mais de 11 milhões de
crianças sejam vacinadas. No Rio Grande do Sul, a expectativa é de que
mais de 530 mil crianças sejam vacinadas.
De acordo com a gerente de Vigilância
Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Maria Regina Reis
Gomes, o sarampo é um eczantema e como tal pode ser confundido com
vários outros, como rubéola, meningite, intoxicação alimentar e alergia.
"Só se pode afirmar que é sarampo com exame específico", esclarece.
A vacinação contra a poliomielite -
responsável pela paralisia infantil - terá como população-alvo 596 mil
crianças, no Rio Grande do Sul. O Ministério da Saúde distribuirá para o
Estado cerca de 834 mil doses da vacina oral poliomielite (VOP) -
vacina em gotas - que será utilizada prioritariamente. No entanto, é
recomendada às Coordenações Estaduais de Imunizações a disponibilização
da vacina inativada poliomielite (VIP), que é injetável, para as
crianças acima de seis meses que estão com esquema vacinal atrasado.
Para pelotas as doses serão enviadas gradativamente.
Já a vacina tríplice viral, destinada à
vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola, deve atingir 526 mil
crianças no Rio Grande do Sul. O Ministério da Saúde distribuirá cerca
de 631 mil doses da vacina. A vacina oral poliomielite (VOP) é segura e
são raras as reações associadas ao seu uso nas duas primeiras doses do
esquema básico. Com a introdução da vacina inativada poliomielite (VIP)
em 2012 substituindo estas duas primeiras doses, o risco é considerado
baixíssimo. Quanto à vacina tríplice viral, são poucas as reações como
febre ou dor no local da administração, sendo geralmente bem toleradas.
Poliomelite
Em 2000 ocorreu o último caso no país, que em 1994 recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem em seu território. A continuidade das campanhas de vacinação é fundamental para evitar a reintrodução da doença no país, uma vez que dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) demonstram que entre 2013 e 2014, dez países registraram casos da doença e três deles são considerados endêmicos (Paquistão, Nigéria e Afeganistão).
A poliomielite é uma doença
infectocontagiosa grave. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito
quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema
nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros
inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá,
principalmente, por via oral.
* É indicada para crianças de seis meses a cinco anos incompletos.
* É indicada para crianças de seis meses a cinco anos incompletos.
Sarampo
Os últimos casos de contágio autóctone de sarampo no Brasil ocorreram em 2000 e, desde então, os casos registrados foram importados ou relacionados à importação. Em 2013 e 2014 foram registrados casos importados no país, com concentração em Pernambuco e Ceará. No mundo, em 2014, foram registrados 160 mil casos da doença e com o fluxo de turismo e comércio entre os países o risco de contaminação se eleva.
O sarampo é uma doença viral aguda grave
e altamente contagiosa. Os sintomas mais comuns são febre alta, tosse,
manchas avermelhadas, coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de
pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir,
falar ou respirar. As complicações infecciosas contribuem para a
gravidade do sarampo, particularmente em crianças desnutridas e menores
de um ano de idade. A única forma de prevenção é por meio da vacina.
É indicada para crianças de um a cinco anos.
Atenção
Pais ou responsáveis devem apresentar a Carteira de Vacinação da criança. Sem o documento não será possível a imunização.
INFORMAÇÕES: TÂNIA CABISTANY
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