FOTO: MARCUS MACIEL
NA FOTO ACIMA,A MAQUETE DA ESCOLA TÉCNICA
QUE PODERÁ SAIR DO PAPEL
Aos poucos o cenário em São José do Norte
começa a mudar com o Polo Naval. Em janeiro de 2015 está previsto o
início da construção e integração dos módulos da plataforma P-74 pela
Estaleiros do Brasil (EBR). Para isso, será preciso investir em mão de
obra qualificada.
Uma das grandes demandas está próxima de
sair do papel: a construção da Escola de Educação Profissional
Marinheiro João Cândido. A expectativa é de que o Conselho Estadual de
Educação aprove a criação da unidade no decorrer desta semana
possibilitando a publicação do decreto de instauração. O próximo passo
será a realização do processo licitatório a ser feito pelo novo
governador do Estado. Serão disponibilizadas inicialmente 1,2 mil vagas,
600 para o Ensino Médio técnico e 600 para técnico superior
Embora surpreso com a notícia, o
vice-prefeito de São José do Norte, Francisco Elifalete Xavier, comemora
o avanço no projeto selecionado há cerca de três anos pelo programa
Brasil Profissionalizado, do Ministério da Educação (MEC). "É
extremamente importante para qualificar a mão de obra local.
Não temos a pretensão de formar técnicos
somente para São José do Norte, mas para toda a região", explica.
Segundo Xavier os cursos de capacitação oferecidos atualmente não estão
sendo suficientes para atingir a demanda. Nem mesmo a mudança no governo
estadual a partir de 1º de janeiro de 2015 preocupa Xavier. "Sendo
criada por meio de decreto não há possibilidade de retrocesso."
A obra estava orçada inicialmente em R$
8,5 milhões - recurso garantido pelo governo federal -, mas o valor está
defasado. Hoje seriam necessários R$ 13,3 milhões para construir a
escola conforme o projeto. Mesmo assim, Xavier não vê problema na
execução dos trabalhos. "Em janeiro vamos negociar a complementação do
recurso. Tão logo comecem as obras esperamos que em um ano o prédio
esteja pronto", afirma.
Um terreno próximo ao Caic, na área
central, foi cedido pelo município para abrigar a escola de dez mil
metros quadrados. Através do programa, o governo federal repassa
recursos para que os estados invistam em suas escolas técnicas. A
iniciativa inclui o prédio, laboratórios, equipamentos, quadra
esportiva, enfim, uma escola totalmente montada à espera de alunos e
professores.
A intenção é de que a unidade nortense seja operada pelo Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IF-Sul) de Pelotas.
As tratativas entre o Executivo nortense e o reitor do IF-Sul, Marcelo
Bender Machado, estão adiantadas. A proposta de formar um campus ou um
campus avançado será encaminhada ao MEC, que irá analisar a viabilidade,
mas Machado adianta que a escola em SJN terá autonomia. "Estamos
montando o projeto e nos comprometemos em levar a ideia ao Ministério da
Educação", avisa Machado.
INFORMAÇÕES: JULIANA SANCHES
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