FOTO: CAMILA FARACO
MENINA FOI ATINGIDA POR UMA DAS RODAS DE TRIO ELÉTRICO
A investigação da Polícia Civil sobre o atropelamento de Giedry Silva
Cuenca, 16 anos, no Carnaval de Rua de Jaguarão aponta que a menina
empurrou um rapaz com quem estava dançando e caiu para trás, quando foi
atingida na cabeça por uma das rodas do último eixo do caminhão de som
do trio Marajás do Trago. O jovem ainda não foi identificado para
prestar depoimento. As informações são do escrivão André Nogueira, que
acompanha o caso desde a madrugada de domingo (15).
O caminhão foi encaminhado para a perícia e o motorista contratado
pela organização do trio fez o teste do bafômetro logo após o acidente. O
resultado foi negativo, mas a polícia investiga se houve conduta
culposa ou imprudência do profissional. Segundo o escrivão, o campo de
visão ficou comprometido já que a vítima estava próxima à parte traseira
do veículo.
Novos depoimentos serão colhidos nesta quarta-feira (18). Na terça
(17), foram ouvidas testemunhas em Jaguarão e Arroio Grande. Não há
confirmação de quem teria fornecido bebida alcóolica para a adolescente,
apesar de não haver fiscalização do consumo de menores durante os dias
de folia. Os relatos apontam que Giedry, que participava pela primeira
vez do Carnaval na sua cidade, estava alcoolizada e já havia caído
várias vezes antes da tragédia. O exame toxicológico deve ficar pronto
em trinta dias.
Contravenção penal
De acordo com o delegado que assumiu o caso, Jaimes dos Santos
Gonçalves, a investigação busca saber se a menina estava acompanhada de
adultos e, principalmente, como a menina adquiriu bebida alcóolica.
“De qualquer forma, eu não conheço ninguém com menos de 18 anos que
nunca tenha ingerido álcool”, diz. Se forem apontados culpados, os
possíveis suspeitos vão responder por contravenção penal, caracterizado
por crime de menor potencial ofensivo. Também será analisado se há algum
tipo de responsabilidade civil que pode ter influenciado o acidente.
INFORMAÇÕES: RÁDIO GAÚCHA
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