FOTO: KAMILA ALVES
CORTE DE VERBAS NA SAÚDE PÚBLICA E EM TORNO DE 30%
O governo de José Ivo Sartori (PMBD)
ainda não deu previsões de quando preencherá o desfalque financeiro,
herdado pela gestão Tarso Genro (PT), na área da saúde. A informação é
da Assessoria de Comunicação da Secretaria Estadual de Saúde (SES). A
situação mais grave está nos meses de outubro e novembro: segue em
aberto o pagamento para muitos hospitais filantrópicos e Santas Casas do
Estado. O valor chega a R$ 132,6 milhões. Janeiro de 2015 também
apresenta atraso correspondente a R$ 25 milhões. As instituições
representam 70% dos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A
falta pode obrigar a redução e até o corte de serviços nos hospitais.
Após encontro entre a Federação das
Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Rio
Grande do Sul e o titular da SES, João Gabbardo dos Reis, pouco ficou
esclarecido para os representantes dos hospitais. O discurso de
Gabbardo, que também assumiu a Saúde no governo de Germano Rigotto
(PMDB), firmou diálogo permanente com a direção da Federação - quanto
aos repasses financeiros previstos para 2015.
Em nota, a SES salienta
que "mesmo com os cortes no custeio e investimentos de todos os órgãos
estaduais, frente às limitações financeiras do Estado, está assegurada
para 2015 a destinação dos 12% da receita líquida para a área da saúde.
Os investimentos não deverão ser reduzidos, mas ajustes serão
necessários". Na terça-feira, Sartori deve receber o grupo, ainda
insatisfeito com as respostas recebidas pelo governo. O corte de verbas
na saúde pública é de 30%.
INFORMAÇÕES: RENATA GARCIA
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