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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

PREVISÃO DE POUCO MOVIMENTO NA RODOVIÁRIA DE PELOTAS NO FERIADÃO

Passageiros fazem fila para entrar em ônibus com destino a Bagé no terminal rodoviário de Pelotas, em imagem de arquivo; feriadão da Independência promete não ser dos mais concorridos, segundo administração da Eterpel (Foto: Carlos Queiroz - Infocenter DP) 
FOTO: CARLOS QUEIRÓZ-INFORCENTER/DP
PREVISÃO DE POUCA MOVIMENTAÇÃO  DEVIDO A CRISE ECONÔMICA ATUAL

A expectativa de movimento na rodoviária local não é boa para o feriadão de 7 de Setembro.

O acréscimo no fluxo de passageiros deverá ficar entre 10% e 15%, a metade do que normalmente ocorreria se o momento não fosse de crise, sobretudo pelo parcelamento dos salários dos servidores estaduais, comenta o diretor administrativo da Empresa do Terminal Rodoviário de Pelotas (Eterpel), Roberto Caldeira.

O movimento diário entre chegada e saída é de sete mil passageiros e em uma situação de normalidade, a partir desta sexta-feira dobraria. Apesar da baixa, haverá carros extras se necessário. "Um lá que outro", observa o diretor, nada otimista desta vez. Entre as passagens já vendidas, Porto Alegre continua o destino mais procurado, seguido de Rio Grande, Jaguarão e Bagé.

Órgãos públicos e agências bancárias iniciam o final de semana prolongado ao final do expediente de amanhã, retomando as atividades na terça. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) também não funcionam no fim de semana e na segunda do feriado, à exceção da Unidade Básica de Atendimento Imediato (Ubai) Navegantes, que mantém atendimento diário das 8h às 23h, ininterruptamente.

O transporte coletivo urbano presta o serviço dentro do habitual, ou seja, no feriado fará os mesmos horários de domingo, quando restringe o número de carros mantidos em circulação durante a semana. O comércio funciona normalmente até sábado, reabrindo terça-feira. Já os supermercados podem abrir no feriado, a exemplo do que fazem aos domingos, geralmente com atendimento apenas pela manhã. Mas podem estender o funcionamento, se assim o desejarem.


INFORMAÇÕES: TÂNIA CABISTANY/DP

segunda-feira, 4 de maio de 2015

EM RIO GRANDE,CRISE NO PÓLO NAVAL MOBILIZA LIDERANÇAS

Ecovix aguarda pela liberação de valores do Fundo de Marinha Mercante (Foto: Marcus Maciel - Infocenter DP) 
FOTO: MARCUS MACIEL
LIDERANÇAS COBRAM DO GOVERNO PROMESSA DE CONSTRUÇÕES
DE PLATAFORMAS EM RIO GRANDE,O QUE DARIA MAIS EMPREGOS

Uma comissão de lideranças da região retornou a Brasília para tratar do fortalecimento da indústria naval em Rio Grande. Desta vez, o prefeito de Rio Grande Alexandre Lindenmeyer (PT), o secretário de Desenvolvimento, Inovação, Emprego e Renda Jordano Marques e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Rio Grande e São José do Norte (Stimmmerg) Benito Gonçalves se reuniram com o secretário geral da Presidência da República Miguel Rossetto. Na ocasião foi apresentada carta cobrando uma posição do governo federal em relação à construção das plataformas P-75 e P-77. O impasse sobre as obras que podem dar continuidade ao setor segue, enquanto a Petrobras e a QGI ainda negociam os valores do contrato. Enquanto isso, quase 20 mil pessoas estão desempregadas no Polo Naval de Rio Grande.

Outro problema que ameaça o canteiro de obras da Ecovix são as dívidas com empreiteiras e fornecedores. Segundo Gonçalves, nesta semana, algumas empresas chegaram a paralisar os trabalhos devido ao atraso no pagamento. Na quinta-feira a Ecovix saldou parte dos débitos e aos poucos os operários retomam a rotina. A comitiva também solicitou a intervenção do governo na liberação do Fundo de Marinha Mercante, além da Sete Brasil - envolvida no escândalo da Lava Jato e tinha encomendas de navios-sonda em Rio Grande - que deve cerca de R$ 250 milhões à Ecovix. “É dinheiro que a empresa tem direito a receber, mas está travado por causa das exigências dos bancos”, explica o presidente do sindicato.

Em outra reunião com a bancada gaúcha, no Congresso Nacional, o grupo destacou as dificuldades que a Região Sul vem sofrendo com a crise no setor e aproveitou para convidar os integrantes para mais um encontro, desta vez em Rio Grande. Em até 15 dias deve ocorrer a visita dos parlamentares ao município. “Queremos que eles conheçam a realidade que estamos vivendo, as empreiteiras e o canteiro de obras praticamente parado”, revela Gonçalves.

INFORMAÇÕES: JULIANA SANCHES

sábado, 7 de março de 2015

HOSPITAIS ENFRENTAM CRISE NA REGIÃO

Santa Casa de Pelotas ainda não recebeu repasse financeiro (foto: Kamila Alves) (Foto: ) 
FOTO: KAMILA ALVES
CORTE DE VERBAS NA SAÚDE PÚBLICA E EM TORNO DE 30%

 O governo de José Ivo Sartori (PMBD) ainda não deu previsões de quando preencherá o desfalque financeiro, herdado pela gestão Tarso Genro (PT), na área da saúde. A informação é da Assessoria de Comunicação da Secretaria Estadual de Saúde (SES). A situação mais grave está nos meses de outubro e novembro: segue em aberto o pagamento para muitos hospitais filantrópicos e Santas Casas do Estado. O valor chega a R$ 132,6 milhões. Janeiro de 2015 também apresenta atraso correspondente a R$ 25 milhões. As instituições representam 70% dos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A falta pode obrigar a redução e até o corte de serviços nos hospitais.

Após encontro entre a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Rio Grande do Sul e o titular da SES, João Gabbardo dos Reis, pouco ficou esclarecido para os representantes dos hospitais. O discurso de Gabbardo, que também assumiu a Saúde no governo de Germano Rigotto (PMDB), firmou diálogo permanente com a direção da Federação - quanto aos repasses financeiros previstos para 2015.

 Em nota, a SES salienta que "mesmo com os cortes no custeio e investimentos de todos os órgãos estaduais, frente às limitações financeiras do Estado, está assegurada para 2015 a destinação dos 12% da receita líquida para a área da saúde. Os investimentos não deverão ser reduzidos, mas ajustes serão necessários". Na terça-feira, Sartori deve receber o grupo, ainda insatisfeito com as respostas recebidas pelo governo. O corte de verbas na saúde pública é de 30%.

INFORMAÇÕES: RENATA GARCIA