segunda-feira, 4 de maio de 2015

EM RIO GRANDE,CRISE NO PÓLO NAVAL MOBILIZA LIDERANÇAS

Ecovix aguarda pela liberação de valores do Fundo de Marinha Mercante (Foto: Marcus Maciel - Infocenter DP) 
FOTO: MARCUS MACIEL
LIDERANÇAS COBRAM DO GOVERNO PROMESSA DE CONSTRUÇÕES
DE PLATAFORMAS EM RIO GRANDE,O QUE DARIA MAIS EMPREGOS

Uma comissão de lideranças da região retornou a Brasília para tratar do fortalecimento da indústria naval em Rio Grande. Desta vez, o prefeito de Rio Grande Alexandre Lindenmeyer (PT), o secretário de Desenvolvimento, Inovação, Emprego e Renda Jordano Marques e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Rio Grande e São José do Norte (Stimmmerg) Benito Gonçalves se reuniram com o secretário geral da Presidência da República Miguel Rossetto. Na ocasião foi apresentada carta cobrando uma posição do governo federal em relação à construção das plataformas P-75 e P-77. O impasse sobre as obras que podem dar continuidade ao setor segue, enquanto a Petrobras e a QGI ainda negociam os valores do contrato. Enquanto isso, quase 20 mil pessoas estão desempregadas no Polo Naval de Rio Grande.

Outro problema que ameaça o canteiro de obras da Ecovix são as dívidas com empreiteiras e fornecedores. Segundo Gonçalves, nesta semana, algumas empresas chegaram a paralisar os trabalhos devido ao atraso no pagamento. Na quinta-feira a Ecovix saldou parte dos débitos e aos poucos os operários retomam a rotina. A comitiva também solicitou a intervenção do governo na liberação do Fundo de Marinha Mercante, além da Sete Brasil - envolvida no escândalo da Lava Jato e tinha encomendas de navios-sonda em Rio Grande - que deve cerca de R$ 250 milhões à Ecovix. “É dinheiro que a empresa tem direito a receber, mas está travado por causa das exigências dos bancos”, explica o presidente do sindicato.

Em outra reunião com a bancada gaúcha, no Congresso Nacional, o grupo destacou as dificuldades que a Região Sul vem sofrendo com a crise no setor e aproveitou para convidar os integrantes para mais um encontro, desta vez em Rio Grande. Em até 15 dias deve ocorrer a visita dos parlamentares ao município. “Queremos que eles conheçam a realidade que estamos vivendo, as empreiteiras e o canteiro de obras praticamente parado”, revela Gonçalves.

INFORMAÇÕES: JULIANA SANCHES

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