sexta-feira, 10 de julho de 2015

PROBLEMAS DEIXAM LENTAS AS DUPLICAÇÕES DA BR 116

Motoristas que percorrem o trecho de deparam com avanços e obras pela metade (Foto: Carlos Queiroz - DP) 
FOTOS: CARLOS QUEIRÓZ
OBRAS ENTRE PELOTAS E GUAÍBA ATRASAM PRAZO PARA ENTREGA,
AGORA A PREVISÃO É SÓ PARA 2016
Motoristas que percorrem o trecho de deparam com avanços e obras pela metade (Foto: Carlos Queiroz - DP) 

A maior obra recente para melhoria dos transportes na região continua a passos lentos. A duplicação da BR-116, entre Pelotas e Guaíba, é uma demanda antiga da população, mas a maior parte dos lotes estava prevista para ser entregue em outubro de 2014. Hoje, de acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o percentual de execução dos serviços é de 53%. A nova previsão de conclusão é outubro de 2016.

Mesmo diante do prazo, algumas dúvidas quanto ao futuro da obra permanecem. Os serviços estão parados em dois trechos - Lote 7 em São Lourenço do Sul, e Lote 5 entre Camaquã e Cristal - e a ponte sobre o rio Camaquã, em Cristal, ainda está em fase de projeto.

Em maio de 2015 o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada no RS (Siticepot) informou que os problemas nos trechos ocorreram por atraso nos repasses do Dnit às empresas responsáveis pela execução. Já o órgão atribuiu a situação à falta de repasses do Ministério da Fazenda. O Dnit estuda a realização de nova licitação para os trechos até o mês de setembro.

Hoje, a duplicação total dos 211,24 quilômetros (sem contar os 680 metros da ponte) está orçada em R$ 900 milhões. Mesmo com atrasos, segundo o Dnit, não houve mudança no valor do empreendimento. Quanto aos pagamentos, as medições pendentes, referentes aos serviços de maio deste ano, estão em processo de regularização. A garantia da continuidade das obras foi dada aos prefeitos da Azonasul, durante audiência em Brasília.

O caso da Construtora Sultepa, no Lote 7, é um dos mais graves. O canteiro de obras da empresa está abandonado desde dezembro de 2014. Todo o trabalho foi interrompido. As máquinas permanecem paradas nos galpões e os muitos trabalhadores dos mais diversos locais que estavam em São Lourenço do Sul foram embora e deram calote em imobiliárias, restaurantes, postos de combustíveis, farmácias e mercados.

INFORMAÇÕES: DIEGO QUEIJO 

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