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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

TRANSPORTE ESCOLAR FARÁ PARALISAÇÃO SEXTA-FEIRA

Dos 10 mil alunos matriculados em Canguçu, cerca de 5,5 mil utilizam o transporte escolar 
FOTO: CLÁUDIA PERES/CANGUÇU ON LINE
APENAS METADE DOS ALUNOS ESTÃO UTILIZANDO O TRANSPORTE ESCOLAR
DEVIDO AO ATRASO NOS REPASSES DO GOVERNO ESTADUAL 

 Dívida do Governo do Estado com o transporte escolar de Canguçu chega aos R$ 492 mil
Com apenas 50% do transporte escolar em funcionamento, devido ao atraso no pagamento às empresas prestadoras de serviço, a Prefeitura de Canguçu anuncia que irá paralisará os serviços na sexta-feira, dia 25.

Neste dia, das 8h às 10h, em frente ao prédio do Executivo, no Centro, haverá uma assembleia com vereadores, lideranças da comunidade e servidores públicos. Em caso de chuva, a atividade ocorrerá no Cine Teatro 27 de Junho.

O decreto de número 6.648, de 2015, decreta ponto facultativo na Prefeitura Municipal para reforçar a presença dos servidores públicos no ato. Os serviços essenciais à comunidade, como a Saúde, contudo, não terão alteração.  Os vencimentos de todos os débitos junto à Secretaria da Fazenda ficam prorrogados para o próximo dia útil, ou seja, segunda-feira, 28.

A medida faz parte de uma mobilização estadual das prefeituras gaúchas para expor aos governos Estadual e Federal a crítica situação financeira. Há expectativa de que 400 municípios façam o mesmo nesta data.

Dos 10 mil alunos matriculados em Canguçu, cerca de 5,5 mil utilizam o transporte escolar para chegar à sala de aula. Nos últimos dias, no entanto, apenas metade deles, ou seja, 2,7 mil, estaria usufruindo do serviço.

 Entre as escolas afetadas pela paralisação do transporte escolar, estão a Alberto Pasqualini, Barão de Santa Tecla, Bruno Blaas, Carlos Meskó, Escola Técnica Estadual de Canguçu (ETEC) e João de Deus Nunes.

Com cerca de 5,5 mil alunos transportados, Canguçu está em 1º lugar no Estado, inclusive, superando polos como Caxias, Pelotas e Rio Grande. São 12 escolas estaduais que dependem do serviço. A Alberto Pasqualini é a que mais utiliza o serviço. Na ETEC, são 380 alunos transportados diariamente. Na João De Deus Nunes, 40, somente no turno da manhã.

INFORMAÇÕES: CANGUÇU ON LINE 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

PROBLEMAS DEIXAM LENTAS AS DUPLICAÇÕES DA BR 116

Motoristas que percorrem o trecho de deparam com avanços e obras pela metade (Foto: Carlos Queiroz - DP) 
FOTOS: CARLOS QUEIRÓZ
OBRAS ENTRE PELOTAS E GUAÍBA ATRASAM PRAZO PARA ENTREGA,
AGORA A PREVISÃO É SÓ PARA 2016
Motoristas que percorrem o trecho de deparam com avanços e obras pela metade (Foto: Carlos Queiroz - DP) 

A maior obra recente para melhoria dos transportes na região continua a passos lentos. A duplicação da BR-116, entre Pelotas e Guaíba, é uma demanda antiga da população, mas a maior parte dos lotes estava prevista para ser entregue em outubro de 2014. Hoje, de acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o percentual de execução dos serviços é de 53%. A nova previsão de conclusão é outubro de 2016.

Mesmo diante do prazo, algumas dúvidas quanto ao futuro da obra permanecem. Os serviços estão parados em dois trechos - Lote 7 em São Lourenço do Sul, e Lote 5 entre Camaquã e Cristal - e a ponte sobre o rio Camaquã, em Cristal, ainda está em fase de projeto.

Em maio de 2015 o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada no RS (Siticepot) informou que os problemas nos trechos ocorreram por atraso nos repasses do Dnit às empresas responsáveis pela execução. Já o órgão atribuiu a situação à falta de repasses do Ministério da Fazenda. O Dnit estuda a realização de nova licitação para os trechos até o mês de setembro.

Hoje, a duplicação total dos 211,24 quilômetros (sem contar os 680 metros da ponte) está orçada em R$ 900 milhões. Mesmo com atrasos, segundo o Dnit, não houve mudança no valor do empreendimento. Quanto aos pagamentos, as medições pendentes, referentes aos serviços de maio deste ano, estão em processo de regularização. A garantia da continuidade das obras foi dada aos prefeitos da Azonasul, durante audiência em Brasília.

O caso da Construtora Sultepa, no Lote 7, é um dos mais graves. O canteiro de obras da empresa está abandonado desde dezembro de 2014. Todo o trabalho foi interrompido. As máquinas permanecem paradas nos galpões e os muitos trabalhadores dos mais diversos locais que estavam em São Lourenço do Sul foram embora e deram calote em imobiliárias, restaurantes, postos de combustíveis, farmácias e mercados.

INFORMAÇÕES: DIEGO QUEIJO