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terça-feira, 18 de agosto de 2015

TEM INÍCIO EM CANGUÇU A COLETA DE SANGUE PARA EXAMES DA DOENÇA EQUINA

Resultado de imagem para DOENÇA EQUINA MORMO
ruralpecuaria.com.br

Na Região Sul, cinco municípios já cancelaram os desfiles de 20 de setembro. Pelotas e Capão do Leão devem anunciar a decisão nesta segunda-feira (17)

 O município de Canguçu inicia, nesta semana, o roteiro da coleta de sangue e da realização do exame que detecta a presença de mormo e anemia infecciosa em equinos que irão participar do desfile da Semana Farroupilha, no dia 20 de semtembro.

A Prefeitura disponibiliza um médico veterinário para visitar as entidades. O acordo de cooperação com os Centros de Tradição Gaúcha (CTGs) e Piquetes permite a realização de rodeios e do desfile da Semana Farroupilha até o dia 30 de setembro. O termo pretende oferecer melhores condições sanitárias entre os rebanhos equinos, mediante a possível existência da doença de mormo na região.

Os exames nos animais do Piquete O Vanguardeiro serão feitos nesta segunda (17) e na terça-feira (18). O roteiro terá continuidade na próxima segunda-feira (24), no CTG Sentinela das Coxilhas, no período da tarde.

Ao contrário de Canguçu, outros cinco municípios da Região cancelaram a participação de animais nos desfiles de setembro. O receio em relação à doença do mormo que atinge principalmente equinos - e que pode chegar a humanos, é o motivo dos cancelamentos das atividades em Piratini, São Lourenço do Sul e Rio Grande.

Na Campanha, Bagé e Hulha Negra tomaram a mesma decisão. Já Pelotas e Capão do Leão devem anunciar a decisão nesta segunda-feira (17), de acordo com a Rádio Gaúcha.

ROTEIRO DE COLETA DE EXAMES EM CANGUÇU 

24 de agosto: No CTG Sentinela das Coxilhas, no período da tarde;
25 de agosto: No CTG Sentinela da Armada com parada no Alto da Cruz, durante todo dia
31 de agosto: No Herdeiro do Laço, São Pedro da Boa Vista e Manotaço;
1º de setembro: No Piquete Lanceiros do Sul
8 de setembro: No CTG Desgarrados, CTG Joaquim Paulo de Freitas, com parada na Vila Silva;
9 de setembro: Na Honra da Tradição, no período da manhã e CTG Tropeiros da Amizade à tarde.

A SEAPA alerta que toda suspeita de Mormo deve ser notificada imediatamente à Inspetoria de Defesa Agropecuária (IDA) de Canguçu para que sejam adotadas as medidas sanitárias pertinentes. O endereço fica na rua General Câmara 1.169 - Sala 4, no Centro. O telefone é (53) 3252-1129.

 INFORMAÇÕES: DIEGO VILLELA/CANGUÇU ON LINE

terça-feira, 14 de julho de 2015

NÚMERO DE PESSOAS A ESPERA DE EXAMES E CONSULTAS EM PELOTAS CHEGA A 51 MIL

As solicitações médicas da rede são encaminhados à Central de Regulação (Foto: Paulo Rossi - DP) 
FOTO: PAULO ROSSI
CENÁRIO NÃO TEM SOLUÇÃO A CURTO PRAZO
 
Mais de 51 mil pessoas amargam na fila, à espera de consultas médicas especializadas e exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Pelotas. Só para atendimento com ortopedista e traumatologista, a lista ultrapassa os 6,7 mil pacientes. E acredite: no final do ano passado, o panorama era ainda pior. Os dados - relativos aos primeiros quatro meses de 2015 - integram o último relatório encaminhado pela Prefeitura ao Conselho Municipal de Saúde e escancaram uma certeza: não há solução a curto prazo.

Sem margem financeira para melhorar os preços pagos aos quatro hospitais com que tem contrato, a Prefeitura se vê espremida em um corredor estreito. De um lado, não existe qualquer perspectiva de reajuste na tabela do SUS, defasada há mais de uma década. De outro, muitos especialistas fogem do trabalho vinculado à saúde pública, em que precisariam realizar pelo menos 20 consultas para acumular - R$ 200,00 - o que ganham com um único atendimento no consultório particular.

É o assunto que o Diário Popular traz entre esta terça-feira (13) e quarta; 13 dias depois de apresentar Unidades Básicas de Saúde (UBSs) com portas fechadas no horário de expediente e a luta da comunidade para garantir fichas, independentemente das baixas temperaturas da madrugada. São relatos que passam por angústia e escracham a impotência de quem depende do SUS para ter acesso ao tratamento com especialistas. É uma espera, muitas vezes, sem dia certo para acabar. Restam orações, lágrimas e um longo apelo para o atendimento chegar a tempo.

E, embora representantes do governo sustentem que a demanda reprimida não envolve situações de urgência e emergência, em muitos casos, a disputa - ainda que não se saiba - pode ser contra a velocidade da morte. Só os diagnósticos, sem data para ser concluídos, irão dizer.

 A posição do Conselho de Saúde
 
O presidente em exercício, Márcio Torma, destaca o papel da entidade, que pode servir de intermediador, principalmente, no começo de cada ano, quando a nova contratualização de todos os serviços que serão prestados entra em debate. “Queremos sempre entender se é a demanda que está aumentando ou se a oferta é que é mínima para um determinado serviço”, ressalta. O objetivo é apenas um: corrigir distorções para qualificar a saúde pública.

INFORMAÇÕES: MICHELE FERREIRA/DP