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sábado, 15 de agosto de 2015

FISCALIZAÇÃO INTERDITA POSTOS DE COMBUSTÍVEIS E REVENDAS DE GÁS NA ZONA SUL

Sete municípios da região receberam a vista dos agentes (Foto: Jô Folha) (Foto: ) 
FOTO: JÔ FOLHA 
SETE MUNICÍPIOS RECEBERAM VISITA DA FISCALIZAÇÃO

Dos 20 locais abordados pela força-tarefa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em parceria com o Inmetro, Procon, Polícia Ambiental e Corpo de Bombeiros, três postos de combustíveis tiveram suas bombas interditadas e duas revendas de gás foram fechadas. A operação aconteceu em sete municípios da Zona Sul, durante toda a semana, com o objetivo de testar a qualidade do combustível, verificar itens de segurança, produtos das lojas de conveniências instaladas nos postos, entre outros. O balanço foi divulgado na manhã desta sexta-feira (14).

De acordo com o coordenador da ANP da região Sul, Edson Silva, em Pelotas a interdição no posto ocorreu pois a bomba marcava uma quantidade de combustível maior do que a entregue aos consumidores. O mesmo também foi o que levou as interdições em Rio Grande e Arroio Grande. A operação também levou ao fechamento uma revenda de gás no Capão do Leão e uma em Rio Grande por falta de adequações às normas de segurança do Inmetro. Além destes municípios, também houve fiscalização em Jaguarão, Pedro Osório e Canguçu.

A escolha dos pontos específicos foi feita, em sua maioria, através de denúncias. Os postos de combustíveis de empresas para abastecimento da própria frota também fizeram parte do roteiro. Em todo Brasil foram mais de 30 operações. A integração dos diferentes órgãos, mas com competências no mesmo segmento, puderam trocar informações e enriquecer o trabalho. A fiscalização, por sua vez, não é feita de uma só vez. Satisfeito com a operação, André Bragagnolo, coordenador executivo do Procon municipal de Rio Grande, espera que outras ações com esta finalidade sejam realizadas para abordar mais pontos e garantir a qualidade dos produtos.

O monitoramento do preço cobrado pelo combustível em diferentes postos não estava em foco. Entretanto, a observação em relação a isso também aconteceu. Silva explica que o valor determinado é julgado pelo dono do estabelecimento. Porém, caso fosse cobrado um valor abusivo, providências certamente poderiam ter sido tomadas. "Pelotas tem, em média, uma gasolina 5% mais cara do que Porto Alegre, por exemplo. Já Rio Grande fica em 6,5% acima da capital. Mas não é considerado abusivo", comenta.

Denúncias
 
A ANP reforça a importância da população na atitude de denunciar ao observar irregularidades no mercado de combustíveis. O contato pode ser feito pelo
telefone 0800 970 0267 ou pela página www.anp.gov.br/faleconosco.

INFORMAÇÕES: MARINA BONATI/DP