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terça-feira, 2 de junho de 2015

PESCADORES DA ZONA SUL TEM DÍVIDAS PRORROGADAS COM O PRONAF

 
FOTO: PENA FILHO
PESCADORES JÁ ENCAMINHARAM SEUS DOCUMENTOS PARA RECEBEREM O SEGURO- DEFESO

A safra ruim do camarão, tainha, bagre e corvina fez com que cerca de 800 pescadores beneficiados com o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) tivessem a dívida prorrogada para 2016. 

 O débito dos pescadores varia entre R$ 1,2 mil e R$ 6 mil. Na Zona Sul, Rio Grande, São José do Norte, Pelotas e São Lourenço do Sul decretaram pelo segundo ano consecutivo situação de emergência após a safra ruim.

Nesta segunda-feira (1°), os pescadores das colônias Z-1 e Z-3 encaminharam ao INSS a documentação para receber o seguro-defeso. 

O benefício tem o valor de um salário-mínimo mensal e é pago enquanto durar o defeso, até o limite de 5 meses.

INFORMAÇÕES: RÁDIO GAÚCHA/JORNAL TRADIÇÃO

quarta-feira, 22 de abril de 2015

NA COLÔNIA Z 3 FORAM ENTREGUES MAIS DE 600 CESTAS BÁSICAS AS FAMÍLIAS

SENHAS foram distribuídas para a retirada dos alimentos 
FORAM DISTRIBUÍDAS SENHAS PARA FACILITAR A ENTREGA DAS CESTAS
 
Depois de o Município decretar situação de emergência, uma comitiva de pescadores participou de audiências no Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), buscando ajuda do Governo Federal para superar a frustração da safra na Lagoa dos Patos. Este encontro, junto com uma parceria entre a prefeitura de Pelotas e o MPA, possibilitou destinar 14.600 kg de alimentos às famílias do Município, como forma de amenizar os prejuízos.

Centenas de moradores acompanharam a entrega dos alimentos. Senhas foram distribuídas para que as famílias que possuem o registro de pesca vinculado ao Sindicato dos Pescadores pudessem retirar a sua cesta básica. Eduardo afirmou que o momento de entrega não era de alegrias, devido às dificuldades que os moradores passam devido à safra ruim, mas que este deve ser um período para unir forças e trabalhar para alcançar melhorias. 

“Prefiro vir aqui para inaugurar escolas, postos de saúde ou para acompanhar as belas festas de Nossa Senhora de Navegantes. Mas este é o momento em que ofertamos ajuda e se hoje estamos entregando esses alimentos é porque houve integração de todas as esferas políticas. É uma grande satisfação saber que estamos juntos tentando superar esse momento de dificuldade”, disse Eduardo, que estava acompanhado da vice-prefeita Paula Mascarenhas.

O deputado federal Fernando Marroni, que esteve nas comitivas junto aos pescadores, participou da entrega e afirmou que trabalha atualmente em um projeto que visa estender o direito ao seguro-desemprego para os pescadores artesanais. Segundo Marroni, esta é uma mudança que deve ser feita no País para trazer mais segurança aos pescadores, que também estão sujeitos a mudanças climáticas que podem trazer prejuízos à pesca.

INFORMAÇÕES: DIÁRIO DA MANHÃ

domingo, 19 de abril de 2015

PESCADORES LAMENTAM PERDA DO BOLSA FAMÍLIA NA COLÔNIA Z 3

O pescador Kléber Freitas, pai de três filhos, lamenta perder bolsa-família durante o seguro-defeso:  
FOTO: PAULO ROSSI
PESCADOR KLEBER FREITAS DIZ:"O QUE GANHAMOS COM A PESCA JÁ É BEM POUCO"

 Sob a pele avermelhada do sol, a perda do Bolsa-Família - em vigor desde 1º de abril - também incomoda Michel Freitas.

O pescador de 33 anos sustenta a casa em que mora com a esposa Ana Paula, 37, e o filho Alisson Miguel, de quatro anos. Com os olhos baixos, o trabalhador de poucas palavras menciona que os R$ 112,00 que chegam do Bolsa Família são destinados à compra de fraldas e roupas para o pequeno. "É pouco, mas quebra o galho".

Enquanto desembaraça redes, seu irmão Kleber Freitas, 33, lamenta perder o benefício, apesar de poder contar nos próximos quatro meses com o seguro-defeso - R$ 788,00.

Desde criança, a dupla pesca. "É a única coisa que sei fazer", destaca Kleber, que é casado e pai de três filhos com idades de 15, oito anos e 11 meses. Vem da pesca todo o sustento que ele e a esposa Liane, 34, dispõem. "Me preocupo com o que vai ser daqui pra frente, porque a gente já ganha bem pouco", desabafa, em referência às MPs 664 e 665.

Apesar de ainda ter pouca informação sobre as modificações, Joceli Oliveira, 51, demonstra decepção. Seus dois filhos, de 11 e 12 anos, são alimentados e vestidos com os R$ 135,00 do Bolsa Família. "A gente também compra muito brinquedo com o dinheiro", complementa.

Há 20 dos 30 anos que mora na Colônia Z-3, ele pesca. Apesar da carga que o tempo vem trazendo, é outro que não pretende sair do ramo. "A vida de pescador é complicada, mas é o que tem".


INFORMAÇÕES: RENATA GARCIA

domingo, 18 de janeiro de 2015

NA COLÔNIA Z3 OS PESCADORES VIVEM COM A SAFRA INCERTA DO CAMARÃO

Seguindo a tendência observada nos dois últimos anos, a safra corre riscos de não acontecer, frustrando os desejos de fartura de quem depende da pesca na região (Foto: Jô Folha - DP) 
FOTO: JÔ FOLHA
PESCADORES AINDA ENFRENTAM PROBLEMAS DE DÍVIDAS DA CATEGORIA
SE A PESCARIA FOSSE INICIAR HOJE,A SAFRA ESTARIA COMPROMETIDA

A esperança de uma boa safra de camarão em 2015 ainda anima os pescadores da Colônia de Pescadores Z-3. No entanto, esta pode estar ameaçada pelas nuvens que cobrem os céus de Pelotas desde a primeira segunda-feira do ano, 5 de janeiro. Durante todo o mês de dezembro, a ocorrência de chuvas esparsas na cidade e a permanência do vento sudeste apontavam à possibilidade de uma boa colheita de camarão e outros peixes das águas da Lagoa dos Patos.

As condições eram praticamente ideais para a entrada da água salgada do Oceano Atlântico no estuário da lagoa, fenômeno necessário para o desenvolvimento do crustáceo e de espécies como a tainha e corvina. Porém, seguindo tendência observada nos dois últimos anos, a safra corre riscos de não acontecer, frustrando mais uma vez os desejos de fartura de quem depende da pesca na região.

Até o dia 1º de fevereiro - data da liberação da captura do camarão pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) -, o quadro pode mudar, mas pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) consideram a salinização da lagoa pouco provável, tendo em vista a previsão de chuvas para janeiro e fevereiro. "É quase certo que a Lagoa dos Patos não vai salgar a tempo para a entrada do camarão", afirma o professor do Instituto de Oceanografia da Furg e especialista em biologia pesqueira, Fernando D'Incao.

Nos últimos meses, o Estado registrou índices elevados de precipitação, principalmente na Zona Sul. Todo esse volume de água desaguou na Lagoa dos Patos, o que aumenta o nível do estuário e impede a entrada da água salgada necessária ao desenvolvimento de espécies como o camarão.

Mesmo assim, para os pescadores da Z-3 nada é impossível e a natureza pode surpreender. "Já vi essa lagoa salgar em questão de dias em pleno fevereiro, por isso não duvido de nada", conta Elio Xavier Sabino, 62, quase 50 anos de experiência no mar. Ele é do tempo em que o camarão valia pouco para o mercado da região e uma embarcação lotada era trocada até por um relógio. "Cansei de ver barco voltando cheio de camarão do mercado em Rio Grande e o pessoal ir despejando na lagoa, porque não tinha vendido." 

INFORMAÇÕES: DAIANE SANTOS