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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

MUDANÇAS SERÃO FEITAS NO PROGRAMA FEDERAL MINHA CASA,MINHA VIDA

 
FOTO/DIVULGAÇÃO : PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA MARIA 
PROGRAMA FOI CRIADO EM 2009 E JÁ CONTRATOU EM TORNO DE 4 MILHÕES DE HABITAÇÕES

O governo federal anunciou hoje (10) mudanças no Minha Casa, Minha Vida, entre as quais uma nova faixa de renda para famílias aderirem ao programa, o aumento das taxas de juros e a ampliação dos valores dos imóveis que podem ser financiados. A proposta foi apresentada pela presidenta Dilma Rousseff a representantes de movimentos sociais ligados à moradia e empresários da construção civil, em reuniões nesta tarde no Palácio do Planalto.

A intenção do governo, anunciada algumas vezes pela presidenta, era lançar a terceira etapa do programa nesta quinta-feira (10), com a promessa de contratar mais 3 milhões de unidades habitacionais até 2018. No entanto, avaliações internas do Planalto indicaram que a nova fase do programa não poderia ser oficialmente lançada antes da aprovação do Orçamento de 2016, que ainda não foi votado pelo Congresso Nacional. Ainda não há data para o anúncio da nova fase.

O valor limite da renda da primeira faixa do programa, que não tem juros e conta com maior subsídio, aumentou de R$ 1,6 mil para R$ 1,8 mil por família. Conforme previsto, o governo criou um grupo de renda intermediário, chamado de Faixa 1,5, que vai atender a famílias com renda de até R$ 2.350 mensais, que terão subsídio até R$ 45 mil.

Os juros cobrados dos beneficiários do programa também foram alterados: nas faixas 2 e 3, que variavam de 5% a 7,16% ao ano, dependendo da renda familiar bruta, subiram para entre 6% e 8%. Já a nova faixa criada pelo governo terá juros de 5% ao ano. Na faixa 1, os beneficiários continuam isentos de juros.

Outra mudança diz respeito aos limites do valor da prestação para a Faixa 1 do programa. Antes, os beneficiários podiam comprometer somente 5% do seu salário com a parcela. Agora, as famílias que fazem parte da renda mínima, de R$ 800 mensais, deverão destinar 10% do que recebem ao pagamento da prestação. Esse percentual pode chegar a 20%, dependendo da renda familiar.

Melhorias na infraestrutura das casas também foram anunciadas pelo governo, por meio de nota do Ministério das Cidades. As unidades habitacionais terão acréscimo de 2 metros quadrados (m²) em suas plantas (passando para 41,6 m² para casas e 47,5 m² para apartamentos), paredes com maior espessura e lajes. Além disso, serão adotadas medidas para reduzir o consumo de água e energia, como aerador de torneira e sensor de presença de iluminação nas áreas comuns.

Na modalidade rural do programa, os limite de renda e os valores das unidades habitacionais financiados também serão atualizados.

O Programa

Criado em 2009, o Programa Minha Casa, Minha Vida já contratou 4 milhões de unidades habitacionais, com investimento total de mais de R$ 270 bilhões, de acordo com o Ministério das Cidades.

Até agora, 2,3 milhões de moradias já foram entregues e 1,7 milhão estão em construção. Com as mudanças, o Minha Casa, Minha Vida vai atender a famílias com renda mensal entre R$ 800 e R$ 6,5 mil.

INFORMAÇÕES: NÁDIA FRANCO/AGÊNCIA BRASIL/FARRAPO

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

BOLSA-FAMÍLIA: PROGRAMA DO GOVERNO BENEFICIA MAIS DE 3 MIL FAMÍLIAS

 
EXISTEM ALGUMAS CONDIÇÕES PARA SE CADASTRAR NO PROGRAMA

 O Programa Bolsa Família (PBF) foi criado pelo Governo Federal em 09 de janeiro de 2004. É um programa criado para amparar famílias de baixa renda e em situação de extrema pobreza, melhorando assim sua qualidade de vida. O programa atende em média 13 milhões de famílias no campo Nacional, sendo que só no município são 3.452 mil famílias amparadas pelo benefício.

As famílias atendidas pelo programa recebem um benefício financeiro mensal, que pode variar de acordo com o perfil registrado no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Um programa que irá identificar e caracterizar famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa ou renda mensal total de até três salários mínimos.

Depois de cadastrada e selecionada para receber o auxilio, a família assume o compromisso de manter as crianças de 6 a 17 anos na escola e fazer o acompanhamento das crianças menores de 7 anos , assim como grávidas e nutrizes junto aos postos de saúde mais próximos.

O Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal é feito junto a Secretaria de Assistência Social e ainda para as famílias que residem nos bairros Isabel e Vila Nova no Centro de referência de assistência Social - CRAS do município, mediante o preenchimento de um formulário que será enviado online ao Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS), responsável por selecionar as famílias que serão beneficiadas pelo programa.

 Quem pode ter acesso ao benefício:

Podem receber os benefícios do Programa Bolsa Família, as famílias que estão cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e possuem renda mensal per capita (por pessoa) de até R$ 154,00.

Segundo a Secretaria de Assistência Social não há privilégio individual na seleção das famílias, pois esta é feita de forma automatizada pelo Governo Federal através das informações da base nacional do Cadastro Único para Programas Sociais e também a estimativa de famílias pobres de cada município. Cabe salientar que cada beneficiário (a) é responsável pelas informações fornecidas durante a inclusão e/ou atualização do Cadastro único, sendo que em situações de denúncias ou suspeita de irregularidade dos dados fornecidos no cadastro, estas são passadas no Conselho Municipal de Assistência Social - CMAS (órgão responsável pelo controle social deste programa no município), bem como a realização de visita domiciliar pela equipe técnica desta Secretaria, a fim de verificar a situação cadastral.

INFORMAÇÕES: CLÁUDIA PERES/PREFEITURA MUNICIPAL DE CANGUÇU

domingo, 9 de novembro de 2014

PROJETO MINHA CASA MINHA VIDA APRESENTA IRREGULARIDADES EM PELOTAS

Moradoras do Jardins do Obelisco falam sobre a compra e a invasão dos apartamentos; problemas estruturais, como o vazamento recorrente de esgoto, são foco central de um dos inquéritos do MPF (Foto: Carlos Queiroz - DP) 
MORADORES RECLAMAM DE VAZAMENTOS DE ESGOTOS,PROBLEMAS NAS ESTRUTURAS,E ABANDONO NO SALÃO DE FESTAS DO CONDOMÍNIO
Banheiro do salão de festas também revela abandono; prefeitura prepara projeto de conscientização (Foto: Carlos Queiroz - DP)
FOTOS: CARLOS QUIERÓZ
Imóveis invadidos. Casas desocupadas. Vendas irregulares. É um retrato dos três anos e meio do Programa Minha Casa, Minha Vida em Pelotas. A Secretaria de Justiça Social e Segurança admite: desconhece o número de unidades do Faixa 1 - direcionado a famílias com renda de até R$ 1,6 mil - habitadas por outros moradores, que já não são os mesmos das cerimônias de entrega das chaves. Desde julho um trabalho de porta em porta passou a ser feito em busca desse controle.

Em dois dias, o Diário Popular ingressa nesse cenário e traz a palavra de quem fala abertamente sobre a facilidade para comprar um apartamento por R$ 6 mil. O desabafo de quem aguardou anos para ser contemplada e, agora, se vê dividida entre a alegria e a lista de reivindicações, que passa por vazamentos de esgoto, rachaduras no piso e falta de extintores no prédio. O silêncio de quem vê as irregularidades, mas teme represálias.

O Ministério Público Federal (MPF) possui quatro inquéritos em andamento e fecha o cerco, principalmente, sobre problemas estruturais nos residenciais e o processo de seleção para definir os beneficiários. A publicação da lista, por ordem de classificação - como prevê o decreto 595 -, é apenas uma das medidas que precisam ser implementadas. O alerta é do procurador da República, Max Palombo.

A troca de moradores é comum

As jovens interrompem o bate-papo, em uma tarde ensolarada, e revelam como é viver no Jardins do Obelisco, no bairro Areal. Estão sentadas próximo à portaria, desativada há meses. Detalhe: nenhuma delas foi selecionada, oficialmente. Nada que as intimide em conceder entrevista. Entre um chimarrão e outro, dão nome completo, fazem pose para foto e contam como foram parar ali. O Diário Popular é que toma a decisão de lhes preservar a identidade.

A vendedora de 25 anos, casada, sem filhos, conseguiu dinheiro extra - através de empréstimo contraído pela sogra - e adquiriu o apartamento por R$ 6 mil em novembro de 2012 . Comprou direto da dona, que voltou para o Balneário dos Prazeres, no Laranjal. Era a oportunidade de não viver espremida em uma residência pequena, com outras dez pessoas, no loteamento Getúlio Vargas. "Medo a gente tem, né, que eles nos tirem daqui. Deus nos livre. Mas, igual preferimos arriscar."

 Critérios de seleção também vão mudar 

Em breve, os critérios locais para seleção de contemplados irão mudar. O Conselho Municipal de Assistência Social já aprovou as alterações, mas o governo ainda não divulga. Confira, portanto, o que estabelece a Resolução 417, em vigor em Pelotas.

- Critérios nacionais (fixados pela portaria 140, de março de 2010)
* Famílias residentes ou que tenham sido desabrigadas de áreas de risco ou insalubres
* Famílias com mulheres responsáveis pela unidade familiar
- Critérios locais (ainda em vigor)
* Menor renda familiar per capita e maior número de filhos
* Famílias que possuam, dentre seus membros, idosos, portadores de necessidades especiais e doença grave
* Maior tempo de residência ou de trabalho no município
- Qual o teto da renda familiar do Faixa 1?
R$ 1.636,00
- Quais os valores da prestação?
* A parcela máxima é de R$ 80,00 por mês, o que, em um período de dez anos, chega a R$ 9,6 mil
* A prestação mínima é de R$ 25,00

Para denunciar. Para comunicar irregularidades, o cidadão pode recorrer ao Programa De olho na qualidade e apontar casos de uso irregular, invasão, venda ou ociosidade pelo telefone 0800-721-6268. A ligação é gratuita.

INFORMAÇÕES: MICHELE FERREIRA